Operação Amazônia: treinamento com munição real no campo de instrução do 54º BIS

Imagem: Reprodução da Internet

Nesta terça-feira (15) acontece em Humaitá (AM) o Tiro de Armas Coletivas da Operação Amazônia, com emprego de munição real de diversos calibres, incluindo explosivos.
A ação faz parte da Operação Amazônia, um grande treinamento militar coordenado pelo Comando Militar da Amazônia (CMA), que na área da 17ª Brigada de Infantaria de Selva está sendo realizado na região urbana e rural de Humaitá, desde 8 de setembro e vai até o próximo dia 20.
O objetivo é manter o adestramento no manejo de qualquer armamento, verificar o desempenho das armas coletivas, bem como a capacitação das guarnições na execução e na condução
do tiro.
O treinamento com munição real ocorrerá na área de instrução do 54º Batalhão de Infantaria de Selva (BIS), mais precisamente nos fundos do Batalhão no trecho compreendido entre o trevo da Polícia Rodoviária Federal (PRF) até a ponte do Km 12 (Ponte do 12).
Os organizadores do treinamento alertam a população para que não adentre o campo de instrução do 54º BIS, principalmente, no dia 15 de setembro, em razão do uso de munição e explosivo reais.
Operação Amazônia
Trata-se de missão com alto nível de complexidade onde um militar das Forças Especiais (tropa de elite do EB), realiza do solo, a condução de uma aeronave para atacar, em ambiente de treinamento, um suposto alvo identificado por ele.
No contexto da operação, o Exército Brasileiro (EB) e a Força Aérea Brasileira (FAB) realizam treinamentos conjuntos de Apoio Aéreo Aproximado (ApAA) e Guiamento Aéreo Avançado (GAA).
Devido ao alto risco, diversos protocolos de segurança precisam ser seguidos para que o ataque simulado aconteça no local exato.
Outras ações realizadas
No dia 12 de setembro, após treinamentos mais simples nos dias anteriores, ocorreu uma simulação de Apoio Aéreo Aproximado diurno e noturno em ambiente urbano, na cidade de Humaitá, com a presença simultânea de militares das Forças Especiais do Exército Brasileiro e de 07 aeronaves A-29 Super Tucano da Força Aérea Brasileira, operadas do Esquadrão GRIFO, sediado em Porto Velho, RO.
Por ser em ambiente urbano, a simulação demandou uma coordenação ainda maior, de modo a evitar danos colaterais.
Esse tipo de adestramento objetiva, ainda, preparar militares brasileiros para atuar em missões combinadas com outros países, pois os protocolos seguidos são os mesmos adotados pelas principais forças armadas do mundo, como, por exemplo, as aeronaves da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

Foto: newsavia.com

Aeronave A-29 Super Tucano
A aeronave A-29 Super Tucano é um turbo-hélice produzido pela Embraer e operado por diversas forças aéreas do mundo. Possui sistemas modernos e capacidade de carregar até 1.500kg de armamento, incluindo bombas, mísseis, foguetes e metralhadoras.
Atualmente, cumpre missões reais de ataque leve contra forças irregulares, como organizações terroristas e guerrilheiras, no Oriente Médio e na América do Sul.
O A-29 Super Tucano pode operar armamentos inteligentes e possui diversos sensores para localização e identificação de alvos, mesmo à noite. Além de ser uma aeronave de ataque, também cumpre, pela Força Aérea Brasileira, missões de policiamento do espaço aéreo, coibindo o voo de aeronaves clandestinas envolvidas com tráfico de ilícitos.