Fraudes em currículo adia posse do terceiro ministro da Educação do governo Bolsonaro

Foto: Marcelo Casal Jr Agência Brasil

O presidente da República, Jair Bolsonaro, adiou a posse de Carlos Alberto Decotelli para o cargo de ministro da Educação, marcada inicialmente para esta terça-feira (30). O motivo foi desmentido de duas universidades de fora do Brasil, onde o novo ministro disse ter realizado cursos superiores de especialização. Ainda não há previsão para a nova data.
Antes de confirmar que vai realmente haver posse, Bolsonaro exigiu checagem do currículo de Carlos Decotelli. A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e o Tribunal de Contas da União (TCU) estão investigando os demais títulos descritos pelo professo no seu currículo.
Nesta segunda-feira (29), Decotelli teve o título de pós-doutorado pela Universidade de Wuppertal (Bergische Universität Wuppertal), na Alemanha, desmentido pela instituição. Na sexta-feira, o mesmo ocorreu com o título de doutorado que o ministro brasileiro afirmava ter no currículo disponibilizado na plataforma Lattes, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Há ainda uma suspeita de plágio na tese de mestrado defendida por Decotelli, em 2008, na Fundação Getúlio Vargas (FGV) do Rio de Janeiro. Sobre isso, a instituição de ensino comunicou que “vai apurar os fatos referentes ‘a denúncia” e que “está localizando o professor orientador da dissertação para que ele possa prestar informações acerca do assunto”.
Decotelli foi anunciado como o terceiro ministro da Educação do governo de Jair Bolsonaro na última quinta-feira. Após publicar os principais pontos do currículo dele, as universidades citadas se pronunciaram sobre a falta de veracidade dos títulos.