Novo manifesto engrossa coro pela saída de Abraham Weintraub do MEC

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, segue sob pressão. Em meio aos relatos na imprensa de que sua saída do cargo seria iminente, um grupo da sociedade civil lança neste sábado (06) o manifesto #ForaWeintraub, antecipado com exclusividade para EXAME.
Liderados por dez especialistas da área, o grupo divulgou uma carta e agora coleta assinaturas. Já aderiram os jornalistas Ana Paula Padrão e Marcelo Tas, o senador Randolfe Rodrigues (Rede/AM) e os deputados Alessandro Molon (PSB/RJ), Túlio Gadelha (PDT/PE) e Tabata Amaral (PDT/SP).
“A educação brasileira precisa ir em frente e isso requer mudanças na alta gestão do MEC. Os problemas de Weintraub não são apenas retóricos e nem começaram agora. Precisamos de uma bússola, mas as ações da alta gestão do MEC desorientam”, diz a carta.
São citados a falta de liderança da pasta no debate sobre o FUNDEB, principal mecanismo de financiamento da educação básica e que vence este ano, assim como no processo de volta às aulas no pós pandemia.
Eles também destacam a falta de execução dos recursos da pasta, a rotatividade em cargos-chave (o INEP teve quatro presidentes em um ano), a escala de problemas no ENEM 2019 e a resistência em mudar a data do ENEM 2020. O MEC só acabou cedendo após o avanço do adiamento no Legislativo.
“Precisamos compensar o atraso histórico da educação, mas no último ano a educação no Brasil andou para trás”, diz o texto.
Histórico
Sem experiência específica na área de educação, Weintraub assumiu o MEC em abril do ano passado no lugar de Ricardo Veléz, que durou três meses no cargo e também teve uma gestão marcada por crises.
Uma das primeiras ações de Weintraub foi o anúncio de um contingenciamento de 30% no orçamento de universidades federais que promovessem “balbúrdia” e tivessem desempenho abaixo do esperado.
Foi o estopim para manifestações de rua em defesa da educação em 190 cidades, incluindo todas as capitais, no que seria o maior protesto do primeiro ano de governo Bolsonaro.

Fonte: exame.com