Pesquisadores testam medicamento contra a azia para Covid-19, em segredo

Foto: sumedico.lasillarota.com/

A busca pelo medicamento que irá combater o novo coronavírus ainda não chegou ao fim. Embora nenhuma substância tenha se mostrado, até o momento, totalmente eficaz, várias apresentam caminhos bastante promissores.
Entre elas, está um remédio cujo nome vinha sendo mantido em segredo pelos pesquisadores norte-americanos, a fim de evitar a mesma busca desenfreada e as falsas esperanças depositadas na cloroquina e na hidroxicloroquina.
Trata-se, desta vez, de um medicamento usado há décadas contra úlceras, gastrites e doenças do refluxo, além de sintomas como a azia, a famotidina. Da mesma família da ranitidina e da cimetidina, a famotidina é um medicamento antagonista do receptor tipo II (H2), que bloqueia a ação do ácido no estômago.
Há anos, no entanto, não é tão utilizada para o alívio da queimação quanto outro medicamento, mais conhecido hoje, o omeprazol. Por este ter uma potência maior, pois inibe a produção do ácido (e não apenas a sua ação), acabou ganhando mais espaço nas prateleiras das farmácias (mas também com muito efeitos colaterais).
Dos pacientes hospitalizados com a Covid-19 e que tomavam esse remédio, a taxa de mortalidade pela doença era de 14%. Em comparação, entre os pacientes não medicados, a taxa era de 27%, conforme dados divulgados pela revista Science.
Os infectologistas em suas conclusões perceberam que a famotidina age contra uma enzima, a papainlike protease, que é uma das responsáveis pela replicação, ou a reprodução, do vírus.
Como ainda está no início, os pesquisadores não divulgaram resultados, mas esperam ter respostas nas próximas semanas.

Fonte: panoramafarmaceutico.com.br