Humaitá 151 anos de História: o eterno amor do poeta Raimundo Neves

ADEUS A HUMAITÁ

Sei que vou partir
Mas também sei que fico,
Vou em pessoa
Mas fico em espírito.
Dentro de mim palpita um sentimento
Pela terra amada
Que aqui fica.

Porém, mesmo distante
Quero estar presente,
E nunca ausente
De ti quero estar.
Tua lembrança será a minha companheira,
Se um dia aqui
Eu não mais voltar.

Humaitá,
Minha terra natal,
Berço da minha esposa.
Ninho afagante onde nasceram os meus filhos.
Vou partir levando saudades,
E o pressentimento de não viver em ti
A minha eternidade.

Adeus!…
Mas…, sempre que puder
A ti quero voltar,
Para matar a saudade
E rever os amigos
Amigos fiéis que partilharam comigo,
Da dor, da alegria e do meu dia-a-dia.

Adeus!

Raimundo Neves de Almeida
Escritor, Poeta e Historiador