Instituições de ensino podem oferecer cursos a distância por mais 30 dias

Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

As instituições de ensino receberam autorização do Ministério da Educação (MEC) para que por mais 30 dias adotem o ensino a distância no lugar das aulas presenciais. O MEC argumenta que o objetivo da medida é manter a rotina de estudo dos alunos.
As tecnologias da informação e comunicação podem ser adotadas pelas secretarias, as diretorias e os professores, para aplicar o conteúdo aos alunos.
A determinação vale para a rede federal, incluindo universidades e institutos de educação técnica, além de instituições de ensino superior públicas e privadas.
A regra não se aplica as redes estaduais e municipais de educação básica. Além da substituição, é possível também a suspensão do calendário.
A norma estabelece que cabe à direção de cada instituição definir quais disciplinas serão ofertadas na modalidade a distância e fornecer os equipamentos que permitam aos alunos acompanhar as aulas.
O Sindicato dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) divulgou comunicado em que avalia como acertadas as medidas de suspensão do calendário e critica a substituição por aulas online, uma vez que “desconsidera a sobrecarga já existente e intensificada pela qual passam os docentes e os discentes” e “o fato de que aulas online exigem internet e equipamentos de qualidade, o que não é realidade para milhares de estudantes de origem popular, que hoje cursam as instituições públicas de educação”.
Paralisadas
De acordo com dados do portal do MEC, 59 das 69 universidades federais estão com atividades suspensas, o que envolve 962.072 milhões de alunos. Além das universidades, 32 dos 41 institutos federais estão com as atividades paralisadas. Os demais mantêm atividades a distância e poderão gozar da prorrogação definida pela pasta, que vai até junho.