Wilson Lima defende desenvolvimento da bioeconomia para agregar valor à produção e gerar renda no Amazonas

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FOTO: Diego Peres/Secom

O governador Wilson Lima participou nesta terça-feira (12), no auditório da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), da abertura do 1º Encontro de Bioeconomia e Sociobiodiversidade na Amazônia, promovido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo. Na ocasião, ele defendeu o desenvolvimento da bioeconomia para agregar valor à produção rural e gerar emprego e renda.
O evento é organizado pela Green Rio, com apoio do Governo do Amazonas, da Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável (GIZ), da UEA, e do Fundo Mundial para a Natureza (WWF-Brasil). O governador disse ser fundamental que se agregue valor à biodiversidade, com responsabilidade ambiental.
“Muitos dos nossos produtos saem daqui de forma in natura, e a gente precisa agregar valor a essa economia. Para isso nós precisamos de tecnologia, precisamos de estudo, daí a importância da atividade acadêmica, daí a importância da Universidade e também de outros parceiros nesse processo”, disse o governador Wilson Lima na abertura do evento.
O encontro vai até esta quarta-feira (13/11) e tem como tema “Articulando Iniciativas para o Fortalecimento das Cadeias Produtivas”. Participam do evento o secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Fernando Schwanke; o representante da Embaixada da Alemanha, Simon Tebel, o reitor da Universidade Estadual do Amazonas, Cleinaldo Costa; o secretário de Estado de Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jorio Veiga; além da coordenadora do Green Rio, Maria Beatriz Martins Costa.
Indígenas e representantes de associações cooperativistas, instituições ambientais e fundações que promovem o desenvolvimento sustentável também participam do evento.
Wilson Lima destacou também a necessidade da adoção de novas tecnologias para desenvolver as cadeias produtivas e beneficiar quem vive na floresta. “Nosso produto não pode continuar saindo daqui in natura, ele precisa agregar valor. O açaí não pode simplesmente sair daqui in natura como tem acontecido, a gente faz o serviço mais pesado, que é o caboclo subir na árvore, na palmeira, tirar o açaí, tirar a polpa e lá fora fazem todos os tipos de açaí, nos seus mais diversos subprodutos, e a gente acaba ficando com um valor muito pequeno. Então é importante que a gente encontre esses caminhos, sobretudo valorizando o cidadão que está no interior, na floresta, que está lá na ponta fazendo o serviço duro”, disse Wilson Lima.
Ele ressaltou que a realização de encontros como este em Manaus são importantes para discutir soluções para o desenvolvimento da bioeconomia no Amazonas, que é o estado da região com a maior cobertura florestal preservada. “Precisamos fortalecer (a bioeconomia) e precisamos de tecnologia. São importantes iniciativas como essas para que a gente possa encontrar definitivamente esses caminhos do desenvolvimento sustentável”, frisou o governador.
Programação – Com uma programação diversificada (painéis, apresentações, debates e workshops), o evento buscará estimular um modelo de desenvolvimento sustentável para a região amazônica, alinhando formas de financiamento e investimento que promovam a agregação de valor da biodiversidade.
Os painéis de debate estão divididos em sete eixos norteadores: Políticas Públicas e Bioeconomia; Iniciativas de Mercados Verdes – Empresas e Comunidades; Construindo Caminhos para a Estruturação da Bioeconomia; Amazônia 4.0 & Rainforest Business School; Pesquisa, Inovação Tecnológica e Incubação de Negócios; Relações Internacionais na Bioeconomia; e Desenvolvimento e Visão de Futuro.
Bioeconomia – A bioeconomia é considerada a economia do século XXI e tem a biodiversidade como um pilar. É um modelo de produção industrial baseado no uso de recursos biológicos. O objetivo é oferecer soluções para a sustentabilidade dos sistemas de produção com vistas à substituição de recursos fósseis e não renováveis.

Fonte:www.amazonas.am.gov.br