Israel vai doar produto químico contra queimadas na Amazônia

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Israel vai enviar de 200 a 300 toneladas de produtos químicos retardantes de fogo para ajudar a combater os incêndios na região da Amazônia. Foi o que informou o embaixador no Brasil, Yossi Shelleiy, nesta segunda-feira (26).
Shelleiy afirmou que o produto provavelmente será comprado por Israel nos Estados Unidos e será entregue no Brasil nos próximos dias, mas não deu um prazo específico. O embaixador também afirmou que as aeronaves israelenses apenas farão o transporte do equipamento para o Brasil, mas não serão utilizadas na pulverização do produto nas regiões atingidas.
“São 200, 300 toneladas desse produto. Temos que fazer toda a coordenação de onde vai chegar, para onde vai. Por isso pode demorar um dia ou mais”, disse Shelleiy.
Ele afirmou que a ajuda oferecida por Israel não será com conhecimentos técnicos especializados, mas marca uma relação de amizade e proximidade entre os países
“Isso não é uma coisa que só Israel pode fazer, mas demonstra a amizede e que somos parceiros. Temos uma boa relação com o Brasil e vai continuar essa parceria”, disse.
Questionado se a ajuda extrapola a amizade entre os países por conta da importância global da Amazônia, Shelleiy afirmou que Israel se preocupa com a preservação do meio ambiente.
“Isso é uma manifestação do governo de Israel que quer ajudar a preservar a natureza. Israel faz isso. Tivemos o time de resgate de Brumadinho, tivemos na Argentina, no Taiti. Não é uma coisa regional, é uma preocupação global de Israel, nós ajudamos onde podemos ajudar”, afirmou.
Brasil e França
Nesta segunda-feira, Bolsonaro questionou o interesse do presidente da França, Emmanuel Macron, em auxiliar as ações de combate às queimadas na região amazônica, mas não quis comentar a oferta de ajuda feita por Israel.
Desde a semana passada, com a crise gerada pela alta das queimadas na Amazônia, Bolsonaro e Macron trocam críticas em declarações e entrevistas.
Na reunião de cúpula do G7, Macron declarou que o grupo concordou em providenciar 20 milhões de euros (cerca de R$ 91 milhões) de ajuda emergencial.