GREVE: Contraproposta pode ser apresentada a professores nesta quinta (2)

0
260

O Governo do Amazonas divulgou que pretende apresentar hoje (2), aos representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam) e Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom-Sindical), a análise dos estudos econômicos entregues por eles ao Executivo. A greve dos professores da rede estadual, foi iniciada no último dia 15.
Segundo nota enviada à imprensa, a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), está esperando a indicação dos nomes dos representantes do Sinteam para marcar horário e local da apresentação do estudo técnico. Os representantes do Asprom já foram definidos.
“Nós avaliamos tudo o que nos foi passado. Vimos detalhadamente os dados e queremos, agora, apresentar nossa contraproposta. Mas precisamos dos nomes dos representantes do Sinteam senão não temos como avançar”, disse o secretário estadual de Fazenda, Alex Del Giglio.
Durante reunião com o vice-governador Carlos Almeida Filho, na segunda-feira (29) à noite, ficou acertado que técnicos da Sefaz avaliariam os estudos e discutiriam com os professores indicados pelos sindicatos e estes levariam para avaliação da categoria.
O estudo entregue pelo Sinteam ao Governo foi feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE). Nele é apontada a necessidade de 4,73% de reposição da inflação e perdas do poder de compra da ordem de 10,6% por parte dos professores nos últimos anos. Nas negociações da data-base, enquanto os professores pedem 15% de reajuste, o Executivo oferece 3,93%.
Reajuste imediato
O Governo quer enviar imediatamente à Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM) o projeto de lei concedendo de imediato o reajuste de 3,93% referente à reposição da inflação do período de 12 meses até a data-base, em março de 2019.
Segundo o vice-governador, Carlos Almeida Filho, o envio depende somente de autorização dos sindicatos para fazer isso. “Podemos enviar nova lei no futuro caso a negociação avance, mas já gostaríamos de assegurar imediatamente os 3,93% e não fazemos porque estamos esperando autorização dos sindicatos”, afirmou.
Manicoré
O governador Wilson Lima conversou, na terça-feira (30), com uma comissão de professores do município de Manicoré. No encontro com representantes da categoria, ele reafirmou o compromisso do Governo do Amazonas de manter o diálogo e falou sobre as limitações fiscais do Estado para conceder um reajuste maior aos profissionais da educação.
“Nós estamos conversando com todos os sindicatos. A comissão já sentou com o secretário de Fazenda, com o secretário de Educação, com o vice-governador e chefe da Casa Civil. Por que é importante a conversa com essas pessoas? Elas são os técnicos. Eles vão dizer o que é possível a gente fazer. No início do ano eu dei reajuste de 9,38% para os professores e estou dando agora a data-base de 3,9%”, disse Wilson Lima.
O governador deixou claro que, o que é de direito e amparado legalmente, o Governo não deixará de fazer. “O que for de direito, pode ter certeza que eu vou garantir. Não tenho menor problema com relação a isso. Só que eu tenho limitações orçamentárias, financeiras e se eu der qualquer reajuste além da inflação dos últimos doze meses eu vou ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal e eu vou ser preso. Eu e meu secretário de Fazenda e isso não vou fazer”, frisou.
Aos representantes de Manicoré, Wilson Lima também disse que a categoria vem acumulando perdas há décadas e que a atual situação fiscal do Estado não permite resolver, de imediato, as perdas passadas.
“Eu venho conversando com todo mundo. O mesmo reajuste que eu dei para os policiais militares, eu dei para os professores. A diferença é que para os professores eu já paguei reajuste no mês de janeiro e estou dando agora 3,9%. É o ideal? Não. A gente está muito longe de chegar a esse nível de excelência e de compensação, de reconhecimento do profissional da educação. Há quanto tempo vocês vêm sendo desvalorizados? Há quanto tempo que não há reconhecimento da categoria? A gente vai resolver isso em quatro meses?”, ponderou.
*Com informações da assessoria