Prefeito de Envira (AM), teme surto de dengue após 500 casos no Acre

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A proximidade com o município acreano de Feijó, que se encontra em situação de emergência, em razão da confirmação de mais de 500 casos de dengue, preocupa o prefeito do município de Envira, localizado no Sul do Amazonas.
Segundo o prefeito, Ivon Rates, o medo é de que a doença transmitida pelo Aedes aegypti chegue a cidade, que têm fluxo intenso de pessoas vindas do estado vizinho.
Rates afirmou que acionou o governo do Estado inúmeras vezes durante os últimos dois meses, mas não obteve nenhuma resposta efetiva. O município, conforme o prefeito, atua com poucos recursos e sem a experiência para prevenir e combater a doença.
“Enquanto município, nós montamos uma equipe no aeroporto e atendemos as pessoas que estão chegando. Elas preenchem um cadastro conosco e é alertado sobre os sintomas da doença. Se ela sentir algo parecido com a dengue, já sabemos se ela entrou no município com sintomas de dengue. Então, a gente faz isolamento na família e trata”, explicou o prefeito, destacando que Envira não tem nenhum caso da doença registrado até o momento.
Para o prefeito, a medida é importante, pois a cidade recebe seis vôos por dia. Por outro lado, diariamente, cerca de 10 barcos vindo de Feijó chegam em Envira. “Nos barcos, a gente borrifa para evitar que, caso haja algum mosquito, ele não se prolifere”, afirmou.
Apesar das medidas iniciais, Rates afirmou que uma intervenção do Estado é fundamental. Ele afirma que, caso o município não esteja preparado, o surto também pode chegar a outras cidades amazonenses como Eirunepé, Carauari, Ipixuna, Guajará e toda região do Juruá. “O ideal seria fazermos uma barreira sanitária, no sentido de isolar a possibilidade do mosquito contaminado entrar em Envira. Nós conseguiríamos salvar Envira e toda a região do Juruá do risco de uma epidemia”, alertou.
Apoio técnico
Na tentativa de agir antecipadamente, a prefeitura de Envira solicitou apoio técnico à Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM), além de materiais e equipamentos a serem usados em borrifação e combate às larvas. O diretor-presidente da FVS, Bernardino Albuquerque, confirmou que esteve com o prefeito e que se comprometeu em auxiliar o município.
“Me comprometi a mandar técnicos para lá e também equipamentos. O nosso pessoal já está lá no município”, disse. Os equipamentos também foram enviados, mas segundo Albuquerque, serão utilizados apenas após a análise dos técnicos da fundação. “Nós precisamos confirmar algum caso de mosquito para usarmos os equipamentos, não podemos sair borrifando sem necessidade”, explicou.