Wilson Lima comemora apoio de médico colombiano condenado por tráfico de drogas

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“Rogelio é um grande parceiro nosso”, destaca o candidato ao governo do Amazonas, Wilson Lima (PSC), em vídeo que gravou e postou nas redes sócias falando sobre o apoio do médico colombiano condenado por tráfico de drogas, Rogelio Alonso Campuzano Cachaya, a sua campanha política.
Doutor Rogelio (como é conhecido) foi preso por fazer parte da quadrilha “Os Cirurgiões”, acusada de implantar bolsas sintéticas com entorpecentes nas pernas das pessoas, chamadas de “mulas” por terem o intuito de levar a droga para Brasil, Estados Unidos e Europa. “Entre os detidos aparece Rogelio Alonso Campuzano, um médico cirurgião oriundo de Letícia, e quem, segundo as autoridades, era o encarregado de fazer os implantes”, destaca trecho de matéria do Portal El Tiempo.
O médico foi condenado a seis anos de prisão em 26 de março de 2010 pelo “Juzgado Octavo Penal del Circuito de Bogotá” por praticar crimes com propósitos de tráfico de drogas. A sentença condenatória de segunda instância foi proferida em 29 de novembro do mesmo ano pelo Tribunal Superior de Cundimarcar. Em 2012, ele chegou a interpor recurso na Corte Suprema de Justiça da Colômbia pedindo a nulidade da condenação, o que foi negado.
A ficha policial continua no Brasil. Em julho de 2010, foi instaurado inquérito policial na Delegacia da Polícia Federal de Tabatinga, no qual Rogelio foi enquadrado por falsidade ideológica e uso de documento falso junto com o técnico de enfermagem Marcelo Napoles de Melo e a médica Olga Milena Zarco Suarez, identificada como mãe dos filhos de Rogelio.
Ficha profissional
Em maio de 2011, Rogelio foi autorizado pela Coordenação Geral de Imigração a trabalhar por dois anos na Associação de Desenvolvimento Intermunicipal de Saúde do Alto Solimões. Ele teve o registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) aceito em 28 de julho de 2011, sem qualquer especialidade de atuação, o que o impede de exercer qualquer atividade que não a clínica geral. Ainda assim, o médico publica nas redes sociais que faz atendimentos ginecológicos e obstetrícios. No site cnes.datasus.gov.br, há registros de atuações como anestesiologista, cirurgião geral e pediatra.
O Ministério Público Federal, em julho de 2013, instaurou um inquérito civil público para apurar a contratação irregular do médico colombiano no Distrito Sanitário Especial Indígena do Javari, pelo governo federal, através do Programa de Valorização do Profissional de Atenção Básica (Provab). Em dezembro do mesmo ano, foi desligado do Provab.
Em agosto do ano passado, Rogelio voltou a ter problemas e foi suspenso por 30 dias por infração de quatro artigos do Código de Ética Médica: assumir responsabilidade por ato médico que não praticou ou do qual não participou; usar da profissão para corromper costumes, cometer ou favorecer crime; expedir documento médico sem ter praticado ato profissional que o justifique, que seja tendencioso ou que não corresponda à verdade; e deixar de elaborar prontuário legível para cada paciente.
Maus Caminhos
Rogelio possui uma cota na empresa Simea Sociedade Integrada Médica do Amazonas, junto com outros médicos. A empresa tinha como responsável Mouhamad Moustafa e foi uma das envolvidas na Operação Maus Caminhos, que prendeu uma quadrilha suspeita de roubar mais de R$ 500 milhões da Saúde do Estado.

Fonte: ampost.com.br