Após seis anos, Manaus volta a registrar caso de gripe H1N1

O primeiro caso de gripe H1N1 registrado em Manaus, neste ano foi confirmado nesta quinta-feira (7) pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa). O caso foi identificado em uma das unidades sentinelas que fazem monitoramento de síndrome gripal, por meio da coleta semanal de cinco amostras.
O paciente, uma criança de um ano de idade, recebeu atendimento ambulatorial e o caso evoluiu sem gravidade. A capital amazonense não registrava uma ocorrência da doença desde 2012.
Segundo a diretora do Departamento de Vigilância Ambiental e Epidemiológica (Devae), Marinélia Martins Ferreira, há motivos para preocupação com a confirmação desse caso de H1N1.
“O caso preocupa os serviços de saúde por ser a primeira confirmação local da doença desde 2012 e também pelo baixo comparecimento da população alvo da campanha nas Unidades de Saúde para a vacinação contra a gripe, principalmente no caso das crianças. É importante esclarecer que a imunização é uma questão de saúde coletiva e não somente individual. Uma pessoa não imunizada coloca em risco toda uma comunidade, amigos, familiares, vizinhos, colegas de trabalho ou de escola”, disse.
A secretaria alertou para a necessidade de vacinação contra o vírus Influenza e suas variações. Faltando pouco mais de uma semana para o encerramento da 20ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, apenas 55% do público-alvo procurou uma Unidade de Saúde para imunização.
Doença e vacina
A influenza A (H1N1), conhecida como gripe suína, se propagou na primavera de 2009. A gripe H1N1 é uma das três cepas de influenza que podem ser prevenidas através da vacina disponível na Campanha, iniciada em Manaus no dia 12 de maio.
O público alvo são crianças na faixa etária de seis meses a menor de cinco anos de idade, pessoas com 60 anos ou mais de idade, trabalhadores de saúde, povos indígenas, gestantes, puérperas, portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas, população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional e professores das escolas públicas e privadas.
“Esse público alvo é definido pelo Ministério da Saúde e formado por pessoas que têm maior risco de desenvolver complicações graves pela Influenza, podendo levar ao óbito”, esclarece o secretário municipal de Saúde, Marcelo Magaldi, destacando que neste sábado, é o Dia Nacional da Imunização.

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