Produtores de açaí de Humaitá participam de palestra

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O açaí é um dos produtos mais consumido nos municípios da amazônica. Muitas vezes é produzido sem preocupação com a higiene, um descuido que faz com que o açaí batido “azede” mais rápido, ocasionando desperdício do produto ou até mesmo risco para a saúde de quem está consumindo.
Com objetivo de evitar estes problemas, a Prefeitura de Humaitá, através da Coordenadoria Municipal de Vigilância Sanitária, com apoio do Instituto Astikos da Amazônia reuniu na última quarta-feira (11), mais de 100 pessoas ligadas a produção do produto, para alertar sobre medidas de higiene, que podem prevenir ou reduzir o risco de contaminação do vinho de açaí, por micróbios, fezes, insetos ou sujeiras.

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Ao falar sobre as boas práticas na fabricação artesanal do açaí batido, o fiscal da Vigilância Sanitária, Elessandro Félix ressaltou que a higiene dos equipamentos e do ambiente em todas as etapas do processamento do fruto, tais como, aquisição, transporte, peneiramento, 1ª lavagem, 2ª lavagem, 3ª lavagem, branqueamento, despolpamento e envaso, são fundamentais para garantir a qualidade do vinho de açaí disponibilizado para consumo.
Durante o encontro, a médica Michelle Rossato também proferiu palestra sobre a doença de Chagas, que pode ser adquirida por meio do contato com as fezes do inseto conhecido como barbeiro, comumente encontrado nos cachos do açaí. Entre os principais sintomas estão: febre, inchaço e problemas cardíacos, que, em estado mais avançado, levam o paciente à morte.
A palestrante explicou que o açaí em geral é contaminado quando o barbeiro, inseto vetor da doença ou as fezes dele, se misturam à polpa durante o processamento. “Em alguns casos, são os reservatórios utilizados na produção do vinho de açaí que estão contaminados”, ressaltou a médica.
Na ocasião foram distribuídas pela Vigilância Sanitária de Humaitá (AM), cartilhas contendo informações de como preparar o açaí, com boas práticas de higiene.
O evento contou com a presença da coordenadora da Vigilância Sanitária de Humaitá, Abigail Riça, do fiscal sanitário Cristóvão Garcia e da administradora Rafaela de Souza.
Casos da doença
Segundo Elessandro Félix na região do município de Lábrea, cinco casos da doença de Chagas foram confirmados e dois estão sendo investigados.

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