Um ano após maior tragédia aérea do esporte mundial

chape3No primeiro ano do acidente com o avião da Chapecoense, que deixou 71 mortos e seis feridos no dia 29 de novembro de 2016 na Colômbia, a investigação sobre a responsabilidade da queda do avião ainda está em tramitação. Os governos da Colômbia, Bolívia e Brasil estão envolvidos nos processos investigativos.
O avião partiu na noite de 28 de novembro de 2016 de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, com destino a Medellín, na Colômbia, onde a Chapecoense iria disputar a primeira partida da final da Copa Sul-Americana, contra o Atlético Nacional. O jogo estava marcado para o dia 30 de novembro.
A aeronave caiu a poucos quilômetros da cidade colombiana, à 1h15 (horário de Brasília) de 29 de novembro de 2016.
Saiba como estão os seis sobreviventes no primeiro ano do acidente:
Alan Ruschel – É quem teve a recuperação mais rápida entre os atletas envolvidos no acidente. Voltou aos gramados no início de agosto, em amistoso contra o Barcelona, e superou as expectativas. Titular em parte do Brasileirão fez mais jogos em 2017 do que na temporada passada. Emprestado pelo Inter até o fim deste ano, negocia a permanência em definitivo na Chape e contrato de três anos. Se casará com Marina em cerimônia na Serra Gaúcha, em dezembro.
Follmann -O goleiro se tornou embaixador da Chapecoense, em novo vínculo de três anos. Em recuperação que surpreendeu até os médicos, adaptou-se com rapidez à prótese na perna direita, que foi amputada abaixo do joelho. Teve passagem rápida como comentarista de um canal fechado, mas optou por ter uma rotina mais presente em Chapecó, onde acompanha o dia a dia do clube e participa de eventos, principalmente em escolas. Casou-se com Andressa e estuda gestão para seguir um novo rumo no futebol.
Neto – Ultimo sobrevivente resgatado, Neto se dividiu em 2017 entre a recuperação das lesões e seu talento para oratória. Deu depoimentos pelo Brasil sobre sua história de vida, muitos deles em igrejas evangélicas, e lançou o livro “Posso crer no amanhã”. Aos 32 anos, confia no retorno aos gramados no ano que vem. O tratamento agora está voltado para o ligamento cruzado posterior, que foi rompido. Terá o contrato renovado e a Chape quer oferecer um plano de carreira que vai além do futebol.
Rafael Henzell -Único dos 21 jornalistas a sobreviver, retomou já na primeira partida da Chapecoense na temporada, em 21 de janeiro, sua rotina de narrações pela rádio Oeste Capital. Assim como Neto, escreveu um livro: “Viva como se estivesse de partida” e deu depoimentos em várias cidades do Brasil.
Erwin Tumiri – O boliviano é quem tem a vida mais reservada entre os seis sobreviventes. Não gosta de dar entrevistas, mas confirmou ao GloboEsporte.com que mora em Cochabamba e segue trabalhando normalmente com aviação. Paralelamente, faz parte de um grupo de músicas cristãs chamado Ajayu.
Ximena Suarez – A comissária de voo entrou em depressão após o acidente e optou por se aventurar em outras áreas até se recuperar psicologicamente para voltar a exercer a profissão. Neste um ano, realizou trabalhos de modelo como indicação dos próprios médicos para recuperar a auto-estima e dá palestras sobre aviação. Em novembro, esteve em Curitiba. Vive em Santa Cruz de la Sierra com os filhos Thiago, de 7 anos, e Gabriel, de 3.

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