Garimpeiros de Humaitá buscam legalização para exploração mineral no rio Madeira

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Extrativistas minerais que tiveram seus trabalhos suspensos após a “Operação Ouro Limpo” estiveram reunidos no último sábado (11), em Humaitá para discutir diversas questões relacionadas a atividade de garimpagem na região do rio Madeira, no município.
Participaram do encontro, o prefeito Herivaneo Seixas, vereadores e o presidente da Cooperativa dos Garimpeiros da Amazônia (Coogam), João Sena e a advogada da entidade, Tânia Sena.
Foi decidido na reunião, que serão cadastradas todas as balsas e garimpeiros que atuam na área entre a divisa do Amazonas com Rondônia (do Rio Maicí até a divisa de Humaitá com Manicoré, no Lago do Acará).
O cadastramento iniciou nesta segunda-feira (14). Enquanto isso acontece, a COOGAM cuidará dos tramites de legalização das áreas de extração junto ao Instituto de Proteção Ambiental do Estado do Amazonas (Ipaam). Foi anunciado no encontro que a licença custará R$ 600.000,00 e que esse valor será diluído entre os cadastrados, a título de taxa de liberação de trabalho, por dois anos.
“Quero reafirmar a todos que eu estou do lado vocês. Vocês não estarão sozinhos, enquanto eu estiver prefeito, estaremos sempre juntos!”, afirmou o prefeito Herivaneo Seixas.
Operações
Enquanto os extrativistas preparam sua legalização para poder trabalhar no rio Madeira, as operações do IBAMA e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) estão todas suspensas. Isso foi garantido através de Tratado de Ajuste de Conduta (TAC) assinado pelos órgãos ambientais, Prefeitura de Humaitá, Governo do Amazonas e representantes dos extrativistas minerais.
Após a última ação realizada os fiscais dos órgãos ambientais ateado fogo em 27 balsas de propriedade dos garimpeiros. Esse fato causa uma revolta que culminou com o quebra-quebra e queima de veículos nas sedes do IBAMA e ICMBio, em Humaitá.

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