Gravação revela que FDN planeja eleger deputados no Amazonas

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Em matéria publicada no jornal o Globo, no domingo (8), assinada pelo jornalista Jeferson Ribeiro, a presidente do Superior Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia afirmou que o risco de o crime organizado ampliar sua infiltração na política levou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a acionar os órgãos de investigação e inteligência do governo federal para coibir a iniciativa dos criminosos em estados como Amazonas, São Paulo e Maranhão.
De acordo com a ministra, uma gravação teria flagrado um diálogo entre um ex-secretário de Segurança do Amazonas e o chefe da facção criminosa Família do Norte (FDN).
Na conversa, segundo ela, o criminoso revela a intenção de eleger dois deputados estaduais no ano que vem, ou seja, em 2018.
Cármen Lúcia fez questão de destacar que o áudio é clandestino e talvez não seja aceito pela Justiça como prova, mas destaca: “O procurador que comandou as investigações da operação La Muralha, Victor Santos, contudo, confirma o interesse dos criminosos.
“O que eu posso dizer de forma segura é que a Família do Norte durante o período das interceptações da La Muralha tinha um plano muito específico para inserir seus integrantes no mundo político e financiar a eleição de determinados candidatos”, enfatiza a ministra.
A Família do Norte (FDN) é a maior organização criminosa criada no Amazonas sob a liderança dos narcotraficantes Zé Roberto da Compensa e Gelson Lima Carnaúba,como reação ao controle exercido pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) nas atividades do tráfico. A partir de 2011, atritos entre PCC e FDN deram início a um confronto que eclodiu na Guerra entre PCC e CV em 2016.
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Em 01/01/2017 a Família do Norte foi responsável pelo 2° maior massacre da história do Brasil, quando degolou e esquartejou 56 traficantes rivais que faziam parte do PCC no Complexo Penitenciário Anísio Jobim.
Hoje a Família do Norte conta com um efetivo de 200.000 “narco-soldados” de acordo com a polícia federal.
Questões gravíssimas
Em outra entrevista ao Globo, mediada pela jornalista Consuelo Dieguez, a presidente do STF disse que “hoje temos as questões gravíssimas de organizações criminosas dominando em todos os estados do Brasil. Por isso eu digo que não é cômodo nem confortável nenhuma poltrona na qual eu me assente, por uma singela circunstância: eu sou uma das pessoas que mais tendo informações não tenho a menor capacidade de ter sono no Brasil”.

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