Após registro de crimes bárbaros, Comitê de Gestão de Inteligência é instituído no AM

mulheresO secretário de Segurança Pública do Estado do Amazonas, Sérgio Fontes, instituiu o Comitê de Gestão de Inteligência Estratégica e Integração de Dados Estatísticos para Análise Criminal do Amazonas, após registro de crimes bárbaros em Manaus, na semana passada.
De acordo com portaria publicada no Diário Oficial do Estado na última quinta (8), o Comitê criado pela Secretaria de Segurança Pública terá que promover reuniões regulares para discutir problemas nos registros, coleta, tratamento, e difusão de dados estatísticos e de análise criminal; propor cursos, treinamentos, palestras e workshops para disseminar o conhecimento sobre estatística e análise criminal; atuar como ponto focal das demandas estatísticas relacionadas à segurança pública dos órgãos federais, estaduais e municipais; além de propor parcerias e acordos de cooperação técnica com outros órgãos e obter conhecimento existentes em outras unidades de federação referentes a sistemas informatizados, plataformas, metodologias, boas práticas e outros que contribuam para integração e análise de dados.
Formado por 16 órgãos, o Comitê terá, entre outras funções, a de apresentar propostas para reduzir os problemas encontrados nas etapas de produção de dados estatísticos e de análise criminal no Estado.
Violência
No último dia 5, o estudo Atlas da Violência 2017, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), informou que, em dez anos, o número de homicídios no Amazonas apresentou o quinto maior crescimento do País, atrás apenas do Rio Grande do Norte, Sergipe, Tocantins e Maranhão. De 2005 a 2015, o número cresceu de 499 para 1.472, um aumento de 145,7%, conforme dados do Atlas da Violência 2017. Para comparar, na média brasileira, o aumento no número de homicídios foi de 22,7%.
Em relação aos homicídios em mulheres no Brasil, o Amazonas teve o 4º maior crescimento, segundo a pesquisa. O número de mulheres assassinadas no Estado só não cresceu mais do que em Roraima (163,6%), Maranhão (155,2%) e Sergipe (150%). No Amazonas, o crescimento foi de 139,6%.

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