Amazonas é o terceiro estado do País em casos de Aids

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Entre 1986 e agosto de 2016, foram registrados 15.149 casos de Aids no Amazonas, uma média de mais de um registro por dia. Esses números coloca o Estado no terceiro lugar entre as unidades da Federação com maior quantidade de casos da doença registrados.
Manaus também ocupa o terceiro lugar no ranking entre as capitais brasileiras com maior índice da doença.
Os dados fazem parte de compilação do Ministério da Saúde (MS) sobre a incidência da doença no Brasil e foram divulgados, nesta semana, pela Fundação de Medicina Tropical (FMT), por meio de assessoria de imprensa.
O levantamento aponta que o Amazonas ficou atrás do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, respectivamente, o primeiro e segundo lugar na lista de Estados com maior incidência de Aids.
Número de casos
De acordo com o levantamento, dos 15.149 registros da doença no Amazonas, 12.179 foram detectados em Manaus, seguido de Parintins, com 265 casos (1,74%), Tabatinga, com 248, Itacoatiara (157) e Tefé (155).
Conforme a FMT, a quantidade de registros da doença aumentou entre os adolescentes e jovens entre 15 e 19 anos. Nos últimos cinco anos, o número de casos foi de 2.934 no Estado, sendo 2.557 em Manaus (87,15%).
Diante da incidência da doença no Amazonas, o governo do Estado, assim como o governo federal, passaram a adotar estratégias para prevenção da transmissão de Aids, além do incentivo ao uso de preservativos masculinos.
Conforme a FMT, o uso do preservativo feminino e a Profilaxia Pós Exposição (PEP), que consiste no uso de medicamentos antirretrovirais para reduzir o risco em situações de exposição ao vírus, bem como a Profilaxia Pré Exposição (PREP), tecnologia de prevenção que se aplica no uso oral diário de antirretroviral por pessoas não infectadas pelo HIV, estão entre as opções e alternativas cientificamente eficazes no combate ao HIV/Aids. Outra ferramenta, conforme a FMT, consiste na Prevenção Combinada que abrange todas as medidas em conjunto, como a testagem regular, o uso de preservativos masculino e feminino, o tratamento de IST, as ações de redução de danos, PEP, PREP e o próprio tratamento antirretroviral.
De acordo com a coordenadora estadual de IST/AIDS e Hepatites Virais, que atua vinculada à FMT-HVD, Silvana Lima, a mudança na forma de abordar a prevenção tanto da Aids quanto de outras doenças surgiu da constatação, a partir de estudos, de que a população masculina não vem adotando o preservativo, popularmente conhecido como ‘camisinha’, de maneira efetiva que possa evitar o surgimento de novos casos. Outro público que as campanhas irão enfatizar, conforme a FMT, é o de mulheres, especialmente as grávidas, para evitar a transmissão vertical, quando a doença é transmitida da mãe para o filho.

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