Fernandinho Beira-mar será transferido da Penitenciária Federal de Porto Velho,RO

operacaoPolícia Federal cumpre, desde as 6h desta quarta-feira (24), mandados de prisão em cinco estados e no Distrito Federal contra a quadrilha do traficante Luiz Fernando da Costa(Fernandinho Beira-Mar). Mesmo preso, coordena o grupo por meio de mensagens escritas em papel.
Por conta dos bilhetes, a operação desta quarta-feira foi batizada de “Epístolas”.
Após um ano e meio de investigações, a PF descobriu que Beira-Mar, preso na Penitenciária Federal de Porto Velho, em Rondônia, diversificou os negócios: os lucros agora vão além do tráfico de drogas. O criminoso controla máquinas de caça-níquel, venda de botijões de gás, cesta básica, mototáxi, venda de cigarros e até o abastecimento de água.
As principais áreas de atuação de Fernandinho Beira-mar são três comunidades de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense: favela Beira-Mar, Parque das Missões e Parque Boavista. Os lucros, de acordo com os investigadores chega a R$ 1 milhão por mês.
Desde 2006, Fernandinho Beira-Mar está preso em uma penitenciária federal. Em 2007, a Polícia Federal investigou o criminoso e descobriu que, apesar da vigilância, ele manteve o controle do fornecimento de drogas – maconha e cocaína – para favelas do Rio. A investigação da PF, na ocasião, levou 19 pessoas à prisão.
A operação Fênix, como foi chamada, descobriu que Beira-Mar escolheu a mulher, Jacqueline Alcântara de Morais, para sucedê-lo no comando da quadrilha. Todos os presos foram condenados pela Justiça Federal do Paraná.
Nesta manhã, foram presos um dos filhos do criminoso na Paraíba e um braço-direito do traficante no Ceará. A PF também prendeu Alessandra da Costa, irmã do traficante e apontada como sua conselheira. Débora da Costa, outra irmã, moradora da Ilha do Governador, vai ser conduzida para prestar depoimento na Polícia Federal.
Os policiais cumprem 35 mandados de prisão, 27 de condução coercitiva e 86 de busca e apreensão nos estados do Rio, Rondônia, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Ceará e no Distrito Federal. As principais áreas de atuação de Fernandinho Beira-mar são três comunidades de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense: favela Beira-Mar, Parque das Missões e Parque Boavista.
Após um ano e dois meses de investigações, a PF descobriu que o gerenciamento de Beira-mar levou sua organização a atuar como uma milícia. Os rendimentos são obtidos com a venda de botijões de gás, cesta básica, mototáxi, venda de cigarros e até com o abastecimento de água. O traficante é acusado de organização criminosa, lavagem de dinheiro e tráfico de drogas.
Nas investigações, a Polícia Federal descobriu que para fazer o esquema funcionar o criminoso contava com a colaboração de presos da penitenciária federal onde cumpre pena. Beira-Mar repassava bilhetes para o vizinho de cela que entregava para a mulher durante a visita íntima. A companheira do detento, que não teve o nome revelado pela Polícia Federal, levava para uma digitadora, em Porto Velho, que após digitalizava o recado. Em troca, a mulher do preso tinha estadia e transporte pagos pela quadrilha de Fernandinho Beira-mar.
Em condenações, o traficante acumula penas que somam quase 320 anos de prisão em crimes como tráfico de drogas, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e homicídios.

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