Febre Amarela – veja se é preciso se vacinar

Vaccination protection influenza

Vaccination protection influenza

O Ministério da Saúde informou que 1.112 casos suspeitos foram registrados no Brasil, sendo que 802 deles ainda estão sendo investigados, até a data de quinta-feira (9).
Apesar da transmissão da doença estar extinta em cidades desde 1942, há um grande aumento no número de casos em diversos estados brasileiros, especialmente, em Minas Gerais.
Ao todo, foram notificadas 171 mortes suspeitas por febre amarela e 76 delas foram confirmadas. Outras 92 são investigadas e três foram descartadas. Minas Gerais registrou 196 casos e 67 mortes, seguido por Espírito Santo – com 21 casos e seis mortes – e São Paulo – quatro casos e três mortes confirmadas.
Viajantes
O avanço de casos de febre amarela no Brasil fez com que muitos viajantes começassem a se preocupar com a vacinação contra a doença. Apesar de 40 países exigirem a aplicação desse tipo de vacina, alguns podem cobrar o Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP) atualizado e com a dose contra a doença.
Apesar do surto, a maior parte dos países continua mantendo sua política em relação à exigência da vacina – com exceção de Panamá e Nicarágua, que passaram a exigir o comprovante de vacinação.
Na Europa e nos Estados Unidos, a vacinação não é exigida. Mas, a Embaixada da Itália no Brasil recomenda “fortemente” a proteção no caso de viagem em áreas consideradas endêmicas.
Já a Austrália informou recentemente que “embora a vacinação contra a febre amarela não seja um requisito para a análise de vistos, o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia, no qual deve constar comprovante de vacinação contra a febre amarela, poderá ser solicitado pelos Oficiais de Imigração na Austrália”.
Para viagens aos países latino-americanos, a exigência da vacina contra a febre amarela é pedida na maior parte dos países da América Central – incluindo Barbados e Bahamas, no Caribe – na Bolívia e no México – além dos dois novos na lista, Panamá e Nicarágua.
No entanto, alguns países latino-americanos exigem que o CIVP esteja atualizado e podem pedir a vacina, já que o Brasil ainda tem grandes áreas onde ocorre a doença. Já a maior parte dos países africanos exigem a aplicação da vacina.
– Como obter o CIVP- Para obter o Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP) é preciso tomar uma vacina em um posto de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS), que é gratuito, ou ir a uma clínica particular que aplique a vacina – que nesse caso é cobrada.
Em alguns postos, já é possível emitir o CIVP no dia em que se toma a vacinação. Para isso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomenda um pré-cadastro em seu site. O serviço é gratuito e é preciso levar um documento oficial com foto para emitir o documento.
No caso de não ter um posto que faça no momento o documento, é preciso levar o comprovante da vacinação com dados completos (lote, data, carimbo e assinatura de quem aplicou a vacina) a um dos postos autorizados a fazer o documento. Postos nos aeroportos de Guarulhos e de Congonhas fazem esse serviço também.
Orientações:
O Ministério da Saúde, através do Programa Nacional de Imunizações, informa que a vacinação é diferente para algumas faixas etárias. Confira as orientações oficiais: – Crianças de 9 meses até 4 anos, 11 meses e 29 dias de idade: administrar uma dose aos 9 meses de idade e uma dose de reforço aos quatro anos de idade com intervalo mínimo de 30 dias entre as doses; – Pessoas a partir de 5 anos, que receberam uma dose de vacina antes de completar 5 anos de idade: administrar uma única dose de reforço, com intervalo mínimo de 30 dias entre as doses.
– Pessoas a partir de 5 anos de idade, que nunca foram vacinadas ou sem comprovante de vacinação: administrar a primeira dose da vacina e uma dose de reforço, 10 anos após a administração dessa dose.
– Pessoas a partir dos 5 anos que receberam 2 doses da vacina: considerar vacinado e não administrar nenhuma dose.
– Pessoas com 60 anos e mais, que nunca foram vacinadas ou sem comprovante de vacinação: o médico deverá avaliar o risco/benefício da vacinação, levando em conta o risco da doença e o risco de eventos adversos nessa faixa etária e/ou decorrentes de comorbidades. (ANSA)
Maiores informações: www.ansabrasil.com.br.

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