Briga de Latino e ex dançarina Joyce vai á justiça

brigaA ex-latinete e dançarina Joyce Pinheiro ,move um processo contra o cantor Latino, no Tribunal Regional do Trabalho, no Centro do Rio.
Ela acusa Latino ter negado assistência depois de sofrer acidente em que viajava a trabalho junto com a banda dele e também pede direitos trabalhistas por cinco anos em que teria trabalhado com o artista.
Latino compareceu à audiência ao lado se seu advogado, Paulo Márcio Amaral – se defendeu das acusações e alfinetou a ex-bailarina ao deixar o local. “Coincidência ou não, a testemunha dela hoje foi a própria assessora de imprensa (…) A Joyce não conseguiu levar as testemunhas que ela tinha escolhido. Até porque nem as testemunhas querem ser testemunhas de uma fraude dessa, não é?”, atacou ele.
Joyce disse que não gostaria que as coisas tivessem chegado ao ponto que chegaram, mas que não houve outra alternativa. “Quando houve o acidente eu caí de boca e senti uma dor muito grande, sangrou e eu não conseguia nem falar”.
A produção então decidiu parar o ônibus no meio da rodovia para me deixar lá para que eu buscasse ajuda sozinha dizendo que não poderiam se atrasar porque o Latino estava os esperando para o show que fariam. Os músicos não deixaram e fizeram com que pelo menos o ônibus parasse em um posto de gasolina. De lá, consegui falar com minha assessora, que foi quem me resgatou”, lembrou a dançarina. Por causa do acidente, segundo Joyce, ela precisou trocar todos os dentes da arcada superior que ficaram abalados com o impacto.
“Me desesperei, tive medo de nunca mais poder sorrir. Me abalou muito emocionalmente. Mexe com autoestima e no meu caso até com o meu trabalho. Como eu ia trabalhar, dançar, daquele jeito? Fiquei horrível, muito inchada”, contou.
Joyce disse que então pediu ajuda a Latino para pagar apenas a entrada do tratamento, mas ele se recusou: “Ele disse que eu deveria correr atrás do seguro contra acidentes de terceiros do ônibus que ele aluga e que não poderia me ajudar porque já estava gastando muito com o casamento dele. Meses depois saiu notícia dizendo que o casamento custou R$ 1 milhão. Me revoltei, porque eu não pedi para ele pagar por tudo, eu ia parcelar o restante do tratamento, mas precisava da entrada para poder começar a fazer.”
A bailarina conta que conseguiu custear o tratamento odontológico com a ajuda de amigos, mas que acabou se vendo em uma situação financeira delicada, pois ficou meses sem trabalhar enquanto realizava os procedimentos. “O que eu não entendo é que se alguém se machuca, mesmo que seja um estranho, você tem que prestar socorro. Ainda mais se for alguém com quem você conviveu. Mas não. Me deixaram no meio da rodovia às 4h30 depois de sofrer um acidente indo para o trabalho. Depois, ninguém me ligou para saber como eu estava ou se precisava de alguma coisa. No momento em que desci daquele ônibus foi como se nunca tivesse trabalhado para eles”, afirmou.
Latino afirmou ainda que Joyce trabalhou para ele por apenas três anos – e não cinco como ela garante – e negou qualquer vínculo de trabalho. “Ela está tentando criar vínculo empregatício me exigindo R$ 400 mil na Justiça, só que não existe vínculo com dançarina, nem com a banda, todo mundo é autônomo”.
Segundo Joyce, em entrevista com o EGO, na época ela registrou um boletim de ocorrência, fez exame de corpo de delito e passou por quatro peritos que assinaram laudos comprovando as lesões. “Ele disse que tentei dar um golpe, que eu inventei tudo isso porque tinha sido chamada pelo Boninho para entrar no ‘Big Brother’ sob a condição de antes consertar os meus dentes. Isso nunca aconteceu”, afirmou. Foi por conta disso, segundo ela, que Joyce decidiu entrar na Justiça contra o artista. “Eu não tinha carteira assinada e nem contrato, muito menos plano odontológico ou de saúde. Então além do processo pedindo o valor do tratamento, que hoje com juros está em R$ 35 mil, estou com uma ação pelos meus direitos trabalhistas”, explicou.
Joyce disse ainda que Latino costuma faltar às audiências e que só compareceu a esta porque senão o fizesse o resultado seria automaticamente a favor dela. “Não esperava isso de um cara que me chamava de irmã. Hoje ele me cumprimentou quando chegou porque deu de cara comigo ao sair do elevador, mas nunca mais me dirigiu a palavra desde o acidente. Nem com um cachorro se faz o que fizeram comigo”, lamentou.
A próxima e última audiência do caso será no dia 8 de novembro de 2017, às 10h, quando a sentença será decretada.

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