Reajuste no preço do Gás de cozinha a partir desta terça (1º)

gasnaturalO presidente da Associação Brasileira dos Revendedores de GLP (ASMIRG-BR), Alexandre Borjaili, informou que o preço do gás de cozinha deve subir de R$ 2 a R$ 4, a partir de hoje (1°), após reajuste da Petrobras para as distribuidoras do produto.
A informação foi confirmada pela Petrobras, no entanto, comunicou que o aumento será na casa de R$ 0,20 a R$ 0,70 em todo o País.
Revendedoras de gás receberam comunicados das distribuidoras, informando sobre o reajuste. Um dos comunicados, repassado a ASMIRG-BR, informa que ‘dentro dos valores de respeito e transparência que opera junto aos seus parceiros, vem através deste comunicado informar que a partir de 1 de novembro de 2016 repassará o aumento de preço que será feito pela Petrobrás no Gás LP. Este aumento, de acordo com a Petrobras, objetiva amenizar impactos operacionais e logísticos’, diz a nota repassada pela distribuidora à ASMIRG-BR.
De acordo com a nota, o repasse será aplicado nas embalagens P13, a de 13 quilos, com aumento de R$ 1,17. A P20 terá aumento de R$ 1,80 e a de P45, de R$ 4,05. “Estimamos que esse aumento, repassado aos revendedores, será de R$ 2 a R$ 4, pois além do reajuste, há custos com impostos, como o ICMS. Toda vez que se aumenta o faturamento de uma empresa, aumentam também as alíquotas de tributos”, avaliou Borjaili.
O presidente da ASMIRG-BR acredita que os revendedores do GLP vão repassar os mesmos R$ 2 a R$ 4 aos consumidores em todo o País.
Borjaili destacou a preocupação com o impacto de mais um reajuste ao orçamento familiar. “Fogão não é igual carro. O carro o consumidor encosta na garagem e não usa. Fogão não tem como deixar de usar, alimentação é necessidade. Essa atitude da Petrobras é muito delicada”, disse o presidente da ASMIRG-BR.
Em nota, a Petrobras informou que não fez qualquer mudança na tabela de custos do GLP, que continua tendo a mesma tarifação, mas que ‘a companhia alterou os contratos de fornecimento de GLP com as distribuidoras para melhor refletir custos de logística que tipicamente deveriam por elas ser cobertos, mas que eram suportados pela companhia’. A nota diz ainda que a companhia está se reduzindo subsídios às distribuidoras de GLP.
“O impacto estimado pela Petrobras sobre os preços do botijão de 13 kg, que é a referência para uso residencial, é de R$ 0,20 por unidade, na média do país. Isso representa 0,36% no preço de um botijão que custe R$ 55,00, por exemplo. De acordo com cálculos internos, o impacto máximo, desconsiderando a média nacional, não ultrapassará R$ 0,70 por botijão em nenhum ponto do país”, informou a Petrobras.
A Fogás e a Amazongás ainda não se manifestaram sobre o assunto.

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