Apenas dois candidatos a prefeito em 7 municípios do Amazonas

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As crises políticas e o fim do financiamento de campanha por empresas, previsto na minirreforma eleitoral, podem ser o principal fator para as poucas opções de candidatos em algumas cidades do Amazonas, entre elas, Lábrea.
A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) divulgou um estudo apontando que os municípios amazonenses de Amaturá, Canutama, Careiro da Várzea, Fonte Boa, Jutaí, Lábrea e Nhamundá têm apenas dois candidatos a prefeito.
No outro extremo, a pesquisa aponta que São Gabriel da Cachoeira é o que tem o maior número de candidatos pleiteando a gestão municipal. Ao todo são dez. Em seguida, vem Manaus com nove candidatos a prefeito, neste ano.
O Amazonas é o 23º Estado com o maior número de municípios onde há apenas dois candidatos à prefeitura. O primeiro do ranking é o Estado de Minas Gerais, com 418 municípios onde há dois candidatos, seguido do Rio Grande do Sul, com 293 municípios, e em terceiro lugar está o Estado de São Paulo, com 224 municípios. Em último lugar no ranking de 26 Estados, está Roraima, com apenas um município onde o embate é apenas entre dois candidatos.
O sociólogo Luiz Antonio Oliveira explica que muitos municípios, como Lábrea, passaram por crises políticas, nos últimos anos, e isso é um fator. Segundo ele, outras cidades estão com prefeitos consolidados, como no município de Canutama, onde, de acordo como sociólogo, tem sido feito um bom trabalho administrativo.
Outro fator relevante é a questão financeira. De acordo com o sociólogo, com o advento das novas regras da eleição deste ano, o financiamento de campanha está restrito à pessoa física e isso enfraqueceu alguns partidos. “São forças políticas e econômicas que estão fazendo dessa eleição a mais difícil para os candidatos do interior”, disse Luiz Antônio, ao ressaltar que a densidade eleitoral de alguns municípios faz com que deputados estaduais deixem de apoiar candidatos à prefeitura em alguns municípios de menor expressão política. “Antes, os deputados apoiavam prefeitos e vereadores, hoje só os municípios com mais eleitores estão contando com esse apoio”, completou.
Para o cientista político Marcelo Seráfico, a quantidade não tem relação com a qualidade. Segundo ele, os municípios que têm apenas dois candidatos podem ser ‘brindados’ com duas pessoas engajadas em melhorias e causas sociais. “Não se pode dizer se é bom ou ruim para os eleitores. Isso vai se refletir em quem são os candidatos. Há municípios com muitos candidatos que são da mesma escola política e, por outro lado, há municípios que têm apenas dois ou três candidatos que são ativos na sociedade, engajados em causas sociais melhorando a vida daquela cidade”, afirmou.

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