MP-AM quer suspender venda de ingressos para Brasil x Colômbia

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Venda de ingressos para o jogo entre Brasil e Colômbia, em Manaus poderá ser suspensa. O Ministério Público do Amazonas (MP-AM) alega que o alto valor dos ingressos em comparação a outros jogos do Brasil fora de Manaus motivou a ação.
Através da 51ª Promotoria de Justiça Especializada na Proteção e Defesa do Consumidor, vai propor uma ação civil pública com pedido de liminar para suspensão da venda.
De acordo com a assessoria de imprensa do órgão, o promotor Otávio Gomes, informa que várias reclamações e representações foram recebidas pelo MP-AM em alusão aos preços praticados pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em outras capitais para jogos da seleção do Brasil nas Eliminatórias da Copa.
Em alguns casos, o valor do ingresso cobrado na Arena da Amazônia chega a ser até 260% mais caro do que em outras Arenas que sediaram jogos do Brasil na mesma competição, como é o caso do estádio Castelão, em Fortaleza.
Um exemplo que ilustra o fato é o setor mais barato, o da arquibancada superior. Em Manaus, o valor de meia-entrada custa R$ 126,50, segundo o MP-AM. Em Fortaleza, este mesmo setor custou R$ 35 para um jogo da seleção.
De acordo com a última parcial da Secretaria de Estado da Juventude, Esporte e Lazer (Sejel-AM), cerca de 10 mil ingressos já foram vendidos para o confronto, número baixo em relação à expectativa de vendas.
O Promotor de Justiça entende que houve aumento abusivo não justificável na cobrança dos ingressos para a partida. Na Ação Civil Pública, o MP-AM pede:
a) Que determine à ré Confederação Brasileira de Futebol – CBF, que estabeleça como condições para aplicação de novos reajustes a isonomia dos valores;
b) Que as vendas dos ingressos fiquem suspensas até a designação de valores compatíveis com os demais estados;
c) Que seja estabelecido uma taxa única pela compra realizada na internet;
d) O ressarcimento dos valores pagos com preços abusivos;
e) Requerer que todos os ingressos sejam numerados e que, adote providências a fim de garantir que o torcedor/consumidor ocupe o local correspondente ao número constante do ingresso, seja pelo acesso à área através de catracas eletrônicas, conferência pessoal de documentos com fotografia ou qualquer outro meio;
f) Requer-se, ainda, a total procedência da ação, para que só se torne possível a cobrança, com a comprovação certa pela Confederação Brasileira de Futebol – CBF, de que estão sendo adotados os critérios legais na venda dos ingressos.

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