Copa América Centenário: cada um tem o 7 a 1 que merece

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O Brasil fez o que se esperava e goleou o Haiti por 7 a 1, pela primeira fase da Copa América Centenário, ontem (8), em Orlando. O placar, icônico por conta do vexame da Seleção para a Alemanha na Copa do Mundo de 2014, garantiu a primeira vitória da equipe.
A goleada pode ter mostrado uma solução ideal para o principal dilema do treinador Dunga, o “homem gol” do time. Gabriel Barbosa, o Gabigol, jogou sua terceira partida com a camisa da seleção brasileira, marcou o segundo gol.
Antes do jogo ter início, a torcida brasileira deu mostra da insatisfação com o time e vaiou o técnico Dunga no anúncio da escalação. Mais uma vez escalada sem nenhum remanescente do 7 a 1 da Copa do Mundo, a Seleção foi muito superior ao adversário.
A facilidade em construir a goleada permitiu que Dunga testasse um esquema de caráter mais ofensivo no segundo tempo, com Lucas Lima no lugar de Casemiro. O volante do Real Madrid recebeu o segundo cartão amarelo no duelo e será desfalque na próxima rodada.
O técnico comentou as broncas que deu, sem individualizar as críticas. Coutinho também foi alvo de uma em determinado momento do jogo. “Esse gramado fez o jogo parar mais, com velocidade diferente da habitual. Erramos algumas coisas que a gente não pode errar e tivemos algumas inversões de jogo prejudicadas”, disse ele na coletiva explicando as broncas.
Próximo jogo
O Brasil jogará pela classificação no próximo domingo (11), contra o Peru, às 18h30 (do Amazonas), em Foxborough. Apesar da vitória confortável diante do Haiti, o time terá de vencer o rival sul-americano para garantir a vaga nas quartas de final sem depender de outros resultados. O outro jogo do grupo, entre Equador e Haiti, está marcado para as 19h30, em Nova Jersey.
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Gabigol nega que vá fazer pressão para virar titular, se recusa a pedir isso mesmo com os dois gols e diz que aproveitará cada oportunidade dada. Ele também não gosta da comparação com Neymar e adota o discurso humilde na hora de justificar a calma em ficar cara a cara com o goleiro, apesar da juventude.
“Não tem muita a ver com a idade. Eu faço isso todo dia, né? (risos). Não tem porque eu ficar nervoso com isso”.
Aos 19 anos, Gabriel é uma das maiores apostas para a busca do ouro olímpico e se encaixa perfeitamente em outro perfil que Dunga busca no momento: o da renovação. Jonas, seu principal concorrente, vive o melhor momento da carreira e concorreu até ao prêmio de maior goleador da Europa, mas tem 32 anos. Ele veio para substituir Ricardo Oliveira, que tem 36 e esteve entre os principais goleadores do país na temporada passada.
“A disputa é entre os 23 que estão na seleção brasileira. Muitas vezes, falo para os meus jogadores que quem entra pode ser mais importante do que quem sai jogando”, despistou Dunga.

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