Socialite Marcelaine é condenada a 7 anos, e 9 meses e 4 dias de prisão, em Manaus

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O resultado do julgamento da socialite Marcelaine Schumann Santos, 39 anos, e os demais réus foram considerados culpados de homicídio qualificado tentado, por motivo torpe, pelo Júri Popular, nesta quinta-feira (2), em Manaus.
Marcelaine vai cumprir 7 anos, 9 meses e 4 dias, descontados os 10 meses e 26 dias que já passou no presídio, que também valem para a progressão da pena. A ré fica no regime semiaberto, isto é, precisará apenas dormir no presídio.
O advogado de Marcelaine, Eguinaldo Moura, anunciou que não vai recorrer da sentença. Todos ficam presos até o julgamento de eventual recurso. O promotor Rogério Marques disse que vai esperar o prazo recursal para decidir se recorrerá.
A advogada dos demais vai esperar os prazos para decidir se recorre. Marcelaine vai pagar a Denise R$ 7 mil, a título de reparação.
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Rafael Leal dos Santos, 27, o Salsicha, autor dos três tiros contra Denise, passou 1 ano, 5 meses e 25 dias na cadeia e vai cumprir 8 anos 2 meses e 5 dias de reclusão em regime fechado. Também pagará R$ 3 mil a Denise, a título de reparação. A advogada dele, Maria Ester Coelho, vai esperar os prazos regimentais para decidir se recorre ou não.
Charles Macdonalt Lopes Castelo Branco, 29, foi condenado a 8 anos, dois meses e cinco dias de reclusão, em regime fechado, já descontado 1 ano, 5 meses e 25 dias que passou preso. Pagará R$ 5 mil como reparação de dano à família da vítima.
Karen Arevalo Marques, que indicou a pessoa dona de uma arma para usar no crime, ficou presa 1 ano, 2 meses e 12 dias e ainda vai cumprir 6 anos, cinco meses e dias de reclusão no semiaberto. A indenização que pagará por dano à vítima é de R$ 3 mil. O advogado dela, Fernando Almeida, disse que não vai recorrer e a sentença torna-se definitiva, isto é, o processo é considerado com trânsito em julgado.
Edney Costa Gomes, que entregou a arma a Salsicha, foi o único absolvido, por negativa de participação, saindo do júri em liberdade. Todos tiveram as penas atenuadas por terem confessado parcialmente o crime.
O julgamento durou dois dias e 20 horas de julgamento, com nove horas e meia no primeiro dia e 10 horas e meia hoje. O primeiro dia foi para o interrogatório de testemunhas e acusados.
Nas alegações finais, o promotor Rogério Marques defendeu a tese de que os demais réus mudaram de versão acompanhando Marcelaine e que estavam “ensaiadinhos”. O advogado Eguinaldo Moura, que defendeu Marcelaine, atacou os outros personagens do triângulo amoroso. Chamou Denise Almeida, vítima de três disparos de Salsicha, de “santa” e “psicopata”. “Ela mandava fotos com Marcos” para a cliente dele, afirma. Marcos Souto, o amante de ambas, foi tachado de “traste” pela defesa. Eguinaldo revelou que Marcelaine “quase morre no presídio”, após ter sido colocada com outras prisioneiras e que foi extorquida por elas. Maria Ester Coelho, advogada de Salsicha, Mcdonalt e Edney, disse que todos tiveram participação menor no crime e pediu “nova oportunidade” do júri para eles. Fernando Almeida, que defendeu Karen, tentou convencer os jurados de que tudo que ela fez foi “indicar quem tinha uma arma”.

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